Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Quando um rio nos leva a cometer delitos, tudo pode acontecer...

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 20.08.10

 

O Pedro foi o primeiro a colocar este rio no mapa. E a dar-lhe a data certa: a década de 50.

O rio passou a fazer parte da geografia da vida e do cinema, das personagens e dos sonhos...

 

Um rio assim, da década de 50, e com a Marilyn e o Robert Mitchum a parar de vez em quando para beber um café e filosofar sobre a vida, teria de me levar necessariamente, inevitavelmente, a cometer vários delitos... já estava a contar com isso, era só uma questão de tempo...

... mas um delito assim, por essa é que eu não esperava! Um convite para uma casa daquelas dos filmes entre o norte e o sul, com uma enorme varanda em frente onde se bebem refrescos, e uma biblioteca, e uma sala só para projecção de filmes, e um salão para todos aqueles convidados, e são tantos e tão ilustres, e todos elegantes, e nós sem um vestido de cerimónia... e o Pedro, o anfitrião vem receber-nos à entrada, e diz uma daquelas lines perfeitas, de filme, e ficamos meio sem jeito a tentar lembrar-nos de uma line perfeita mas não sai, nunca sai na altura certa...

...agradeço-lhe efusivamente, sem me importar com a falta de jeito, aquele convite ainda me parece um sonho... e esqueço o vestido de cerimónia, este até passa muito bem, e tento acompanhar as apresentações aos Delitos e aos convidados, mas afinal é como chegar a casa, deixo de me sentir intimidada, esqueço a timidez, afinal não se pratica um delito sem se ficar de alguma forma marcada pela experiência, e ergo a cabeça e sorrio, e pego no copo que passa por mim, A todos os queridos Delitos! Muitos anos e bons vos aguardem sempre a praticar os melhores delitos do catálogo! À vossa!

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:09

Os meus heróis: Fredric March, o melhor "chefe de família"

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 14.08.10

 

Inicio hoje uma série de posts sobre os actores na pele das personagens que mais me impressionaram, e pelas respectivas razões. A lista é longa e não há propriamente preferências. Dedicar-me-ei para já aos actores, depois lá irei às minhas heroínas (actrizes e personagens femininas).

Esta série tem uma razão infantil: eles foram (e ainda são) os meus heróis. É neles que primeiro penso quando procuro uma referência sobre uma qualidade humana, e aqui não distingo homens ou mulheres. Por exemplo, "melhor chefe de família" (ui!, pecado mortal, machismo aceite por uma mulher!): Fredric March.

 

Fredric March vi-o pela primeira vez no The Best Years of Our Lives e ficou logo ligado a esse papel para sempre. O pai de alguém. O marido de alguém. Mas também o major numa guerra lá longe, que defende os seus homens (liderança). E que agora volta a casa, receoso do regresso (readaptação à vida civil digamos assim). E o bancário que percebe qual é o verdadeiro collateral (garantias) de cada cliente: o seu potencial e capacidade de trabalho.

 

A seguir, pela ordem temporal dos filmes que vi, as várias personagens:

- um poeta, Robert Browning, que respira saúde e vitalidade por todos os póros, a contrastar com uma Norma Shearer (Elizabeth Barrett) pálida e fraquinha, que consegue libertar da prisão dourada do pai tirano (Charles Laughton).

- um executivo ambicioso, Loren Phineas Shaw, em mais um magnífico Robert Wise. Habituada a vê-lo do lado das qualidades que valorizo, estranhei esta personagem, claro está. Mas Fredric March está perfeito nesta pele, dá-lhe a ambiguidade humana, a complexidade humana.

- um corsário astuto, arrogante e vaidoso, Jean Lafitte, que acima de tudo quer comprar a respeitabilidade na melhor sociedade de New Orleans. Um Cecil B. DeMille. Este vi-o esta semana, por isso está fresquinho. Fredric March veste muito bem o papel da liderança, tem a pose, a atitude, a genica. O traço protector também já lá está, aliás, já o vimos no Robert Browninig. A rapariga que o adora é tratada de forma paternal. Esse pormenor funciona muito bem no filme. É mesmo enternecedor (novo pecado mortal... ups!)

- e finalmente, ainda ontem, um pai de família, tal como em The Best Years of Our Lives, mas no meio do maior pesadelo: a família é sequestrada por três criminosos fugitivos. Daí o título sugestivo: The Desperate Hours. De novo William Wyler, o realizador que melhor percebeu o papel perfeito para Fredric March.

 

Este The Desperate Hours mantém-nos suspensos até ao fim. Outra coincidência interessante: impossível não ver o paralelo, neste Humphrey Bogart-Glenn Griffin, com o Duke Mantee da Floresta Petrificada. Em ambos, espera pela namorada. E em ambos, é apanhado devido à espera. Aqui, a espera também está ligada ao dinheiro (que a namorada lhe deveria trazer) e à vingança pessoal (o polícia que o prendera e lhe deixara uma marca no maxilar).

 

O ritmo do filme é perfeito. Tudo se desenrola aparentemente de forma normal, mesmo na maior anormalidade. A tensão vai aumentando. O perigo também.

Percebemos, antes mesmo das personagens, o drama que se irá seguir. Ao mostrar em simultâneo as diversas cenas e as diversas personagens, associamos acontecimentos que os próprios envolvidos não podem prever ou sequer imaginar. Este é um dos recursos mais importantes da linguagem do cinema (também usado na literatura) e dos mais eficazes na construção de uma tensão, intensidade emocional, que pode ir do medo ao terror. Aqui é mais uma angústia, a expectativa, as fracas possibilidades de fuga.

Os planos cuidadosamente elaborados, luz e sombras bem definidas, a reforçar o ponto de vista de cada personagem. Reparem bem na cena final, a família finalmente reunida, o namorado da filha fica para trás e nós com ele, na sombra. Tal como ele, esperamos pelo sinal do pai da namorada para se ir reunir à família. Vemo-lo então (emocionados) a aparecer à porta de casa, a fazer-lhe sinal. Magnífico suspense até ao fim (the end).

E a atmosfera dos filmes desta década (50) e da seguinte, nunca me cansarei de o dizer, é única. Casas luminosas e tranquilas, onde uma vida simples se desenrola, um quotidiano sem história a não ser a história humana natural, cresce-se, constrói-se o seu próprio espaço-tempo, vem uma nova geração, repete-se o ciclo.

 

A família como grupo unido na adversidade. Numa década (anos 50) que nos habituou a filmes de adolescentes rebeldes e de pais inseguros (antecipando-se em 2 décadas a tudo o que nos aflige por cá), é quase reconfortante ver uma família funcional. Um miúdo de 9 anos a querer ser tratado como um homem. Uma jovem a proteger o seu espaço e o seu tempo. E pais que sabem promover essa autonomia, ainda que com algumas reservas e resistências. E que na hora da verdade estão todos unidos, um por todos e todos por um.

 

Nas horas de maior perigo, ao pai está reservado o papel mais difícil. Terá de pensar rapidamente, todos os segundos contam, qualquer deslize pode ser fatal, como o avisa Griffin. Avisar a polícia está fora de questão. A sua prioridade, como dirá no final ao detective, é proteger a sua família. Para isso faz um acordo com Griffin, a haver alguém a servir de refém que seja ele.

Há momentos em que se terá de impor (autoridade), mas não atribuímos isso a nenhum tique machista ou autoritário. Há a idade (sim, aqui conta), a experiência (a selva lá fora), e a noção clara que ele é quem melhor se pode movimentar nesses cenários.

A sua autoridade (liderança) não se impõe pela força, mas pela razão, pelos argumentos. Forma uma equipa com a mulher - partilham informação, ouvem-se mutuamente, respeitam-se - e depois decide, pesando bem todas as hipóteses.

 

É esse o papel do "chefe de família", expressão que pode perfeitamente escandalizar os pós pós modernos actuais. É que eu não sou nada moderna, no sentido da actual ausência de regras, de prioridades, de sensatez. Assim como não sou nada tradicional, no sentido do conformismo e da rigidez, bafio que ainda conheci. Admiro as qualidades humanas intemporais, é só isso. E sim, aprecio muito a maturidade, a sabedoria, as rugas, esse mapa da vida.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:00

A década dos monólogos oníricos e das sombras assombradas

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 10.08.10

 

Anos 40, pois. Uma das décadas de cinema mais esquecidas e negligenciadas neste rio...

Coloco a navegar um Daphne du Maurier, pelo olhar de Hitchcock, Rebecca. Acreditam que já não me lembro o que vi primeiro? Se o filme, se o livro? Como ainda vejo dois filmes sobrepostos, parto do princípio que terei lido o livro primeiro. Mas posso desde já garantir que, ao filme, o vi ainda na televisão a preto e branco (o que não faria diferença porque o filme é mesmo a preto e branco).

 

O que que me hipnotizou desde logo no filme foi aquele monologo inicial, da Joane Fontaine, a descrever um sonho em que voltara a Manderley... A partir desse monólogo de voz sonhadora, já não pestanejei até ao the end.

Hitchcock sublinha aqui o lado sombrio, mesmo na parte inicial do filme que é a mais luminosa e descontraída. O homem encontra a rapariga simples e ingénua, dama de companhia de uma ricaça arrogante. Nada no seu encontro sugere intenções sórdidas. O homem percebe que encontrou alguém muito especial, e de certo modo protege-a da sua própria ingenuidade. A não ser naquele momento crucial, decisivo, em que lhe diz para escolher: continuar aquela vidinha cinzenta e servil ou acompanhá-lo.

Esta é uma personagem feminina desconcertante. A sua ingenuidade aproxima-a muito das crianças e coloca-a numa situação muito vulnerável. Fosse este homem um oportunista sem escrúpulos e a rapariga ficaria com dois problemas e a vida estragada. Mas não, este homem descobre nela o amor sem reservas, e mal quer acreditar, que o amor pode ser doce e genuíno, e a companhia de alguém leve e alegre. Para se perceber isso é preciso uma sensibilidade especial e este homem é sensível, além de reservado. Deixa-se tocar ao de leve por esta criaturinha infantil, deixa-se iluminar por ela, porque tudo a entusiasma e emociona!

Foi assim que a imaginei, vestidinho branco vaporoso, cabelo solto com caracóis, rosto muito branco, a sorrir-lhe, enquanto ele a guia por montes e vales nesse breve verão. Já não sei se é assim no filme, mas lembro-me da cena do hotel, nessa manhã em que ela rompe pelo seu quarto a contar-lhe que a ricaça tinha decidido partir, e nunca mais o veria, nunca mais! Esta cena é memorável, ele imperturbável a oferecer-lhe o pequeno-almoço e ela desesperada a imaginar despedidas tristes...

A atmosfera adensa-se, a partir da chegada dos dois a Manderley. A rapariga sente-se a intrusa naquela casa, sensação horrível. Apesar de tentar assumir o seu papel, há aquela sombra negra da governanta da casa. E a sombra da anterior dona da casa: Rebecca. Os filmes dos anos 40 adoram estas sombras e estes fantasmas... Respiram destas sombras e destes fantasmas, já repararam? Sombras e fantasmas que funcionam, aliás, muito bem em linguagem do cinema. Como se fossem da mesma natureza.

 

Até perto do fim, vivemos suspensos do desfecho. Chegámos a duvidar, como ela, que Maxim já não a amasse. Descobrimos, repentinamente que, para ele, ela é a única coisa real, genuína, verdadeira. Esta súbita declaração de amor é fortíssima no livro. Ele pensa que é tarde demais, que está tudo perdido, e nós também pensamos com eles, afinal o corpo de Rebecca apareceu naquele barco afundado. O seu fantasma tinha voltado para lhes assombrar a vida.Chegámos a duvidar, pois, e até ao fim, tal como eles, que Maxim se conseguisse libertar daquele pesadelo. E mesmo quando ele é ilibado, com o diagnóstico do médico que acompanhara Rebecca, ficamos com uma desagradável sensação. Ainda não era desta que os dois teriam sossego. Esse desconforto não nos larga, um pressentimento. Afinal, entrámos no filme e no livro, e agora acompanhamo-los de carro até Manderley.

Manderley que surge no horizonte, ao longe, em chamas.

Hitchcock acompanha a voz da Daphne du Maurier na perfeição. Mas acrescenta, à sua voz, a linguagem do cinema, as sombras, os planos, as tonalidades das vozes de cada personagem, os olhares, pormenores subtis...

E aquele monólogo inicial... reparem bem nessa voz sonhadora a sobrepor-se à aproximação da casa, entre folhagem e sombras, nesse regresso a Manderley...

Perfeito.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:50

As décadas de Cinema a navegar neste rio...

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 08.08.10

 

Resolvi revisitar os filmes que aqui navegam, arrumando-os nas décadas respectivas. Para esse efeito, saltei um pormenor matemático que poucos valorizam (veja-se a passagem do milénio em que se festejou de 1999 para 2000, quando deveria ter sido apenas no ano seguinte, ups!) e que é este: uma década inicia-se no ano 1 e termina no final do ano 0, certo? Pois bem, para não criar nenhuma confusão, considerei os filmes que saíram exactamente em 1940 da década de 40 (ex.: Vinhas da Ira) e em 1950 da década de 50 (ex.: Tea for Two) e em 1960 da década de 60 (ex.: Wild River). Assim não há confusões.

 

Depois de contabilizados, cheguei à conclusão que a década mais representada neste rio é, afinal, aquela em que estamos (26 filmes a navegar) logo seguida da década de 50 (com 24). Até eu fiquei surpreendida...

É natural que aqui estejam mais filmes recentes, afinal foram filmes que aluguei no Clube Vídeo (entretanto extinto) ou que vi num dos TVCine ou no canal Hollywood.

De todos estes filmes, aqueles que melhor reflectem a nossa década actual são, a meu ver, Down in the Valley, Little Miss Sunshine, Saraband e War Inc.

 

O que me surpreendeu foi a quantidade de filmes dos anos 50 que aqui coloquei a navegar, quase todos eles obras-primas, em termos de linguagem do cinema, do cinema-arte. Com a atmosfera... essa atmosfera que é tão difícil captar...

Que dizer dessa atmosfera em O Dia em que a Terra Parou ou em All that Heaven Allows? Ou da força da natureza em Stromboli, Viaggo in Italia, River of no Return e Suddenly, Last Summer? Ou da sensualidade em Picnic, On the Waterfront ou Rear Window? Ou da poesia de The Long, Hot Summer, Morangos Silvestres, The Red Badge of Courage?

E ainda uma descoberta, The Hanging Tree, pouco conhecido, um exercício poético e belíssimo. E um dos filmes que já vi mais vezes, vá-se lá saber porquê, The Naked Spur. E o único Nicholas Ray, um muito branco e comovente On Dangerous Ground. Assim como o único Orson Welles, um brilhante e ousado Touch of Evil.

 

 

Outra surpresa: a década de 90 vem a seguir, com 20 filmes a navegar... De novo o factor Clube Vídeo também aqui pesou, assim como a televisão. Nenhum destes filmes se pode colocar no plano dos anteriores, esta é a minha perspectiva, mas há um ou outro, Ed Wood por exemplo, e The Remains of the Day, é consensual. Já The Postman e Waterworld, por exemplo, estou a ver que a escolha é polémica... Grand Canyon iniciou um filão de um olhar poético sobre a vida urbana, a sua violência, a sua incapacidade de comunicação. Na altura, surgiu como uma pedrada no charco, foi muito inovador.

 

A seguir, os anos 80. Com 15 filmes, todos eles magníficos, cada um no seu género. Foi uma década inspirada, de transição. Onírica e poética, depois do realismo brutal da década de 70. Mas esta é a minha visão muito pessoal.

A ficção científica, não reduzida à tecnologia, mas quase em parábolas poéticas, em E.T.e Blade Runner. As adaptações literárias perfeitas, em Stand by me, A festa de Babette, O Império do Sol, Cannery Row, A passage to India e A Room with a View.

 

Depois, com 11 filmes, os anos 40, a década preferida de um amável Viajante que me tem desafiado a trazer aqui mais filmes. Faltam aqui muitos filmes dos anos 40, sem dúvida alguma...

Dois William Wyler e ambos perfeitos: The Little Foxes e The Best Years of Our Lives. Um John Ford, As Vinhas da Ira. Um David Lean, Breaf Encounter. Um Emeric Pressburger-Michael Powell, A Canterbury Tale. Um Capra, It's a Wonderful Life. E um Mankiewickz, The Ghost and Mrs. Muir. Destaco aqui também High Sierra, outra magnífica parábola (e já viram que eu adoro parábolas... além disso, é Humphrey Bogart e Ida Lupino e a despedida mais triste do cinema, a meu ver... naquela paragem de autocarro...)

 

Os anos 60 vêm logo logo a seguir com 9 filmes, e confesso!, a seguir à década de 50 é aquela com que mais me identifico... Talvez porque habitei esse tempo na minha infância. Conheci personagens assim. Assim como essa tranquilidade, entretanto perdida nas décadas seguintes. Claro que também havia constrangimentos de outra natureza, preconceitos vários, muros e fronteiras que tinham de se ultrapassar, mas a forma como isso foi conseguido destruiu o melhor dessas décadas, a meu ver, e já não estou a falar de cinema... Foi como um bulldozer a terraplanar silêncios, mãos dadas na obscuridade, cartas poéticas, tardes de verão à sombra de uma árvore, rios cintilantes à espera de um mergulho, olhares francos e ternos, esse tipo de coisas que eram essenciais... Bem, já estou a divagar...

Todos os filmes que aqui navegam trazem essa marca poética e essa atmosfera de que falei a propósito dos filmes dos anos 50... Wild River, magnífica parábola dos tempos actuais, do momento crítico, quando a natureza indomável se vê limitada ou condicionada pelo progresso. O desencanto, sempre presente: Rachel, Rachel, Baby the Rain must Fall... O preconceito: Guess who's coming to dinner e To Kill a Mockingbird.

 

Depois, vem a década de 70, com 7 filmes. Não foi uma década muito interessante para mim, em termos de Cinema. Foi no tempo das idas ao Cinema com mais frequência e o que vi soou-me a agressivo e brutal e quando não era agressivo ou brutal, era decadente e inconsequente. Essa tendência já se sentia nos filmes do final dos anos 60, mais sombrios e desencantados. Nos anos 80, como já disse aqui, tudo começou a melhorar, pelo menos na minha perspectiva pessoal.

Dois Spielberg, um Woody Allen e um Stanley Kubrick. Nada mal.

 

E, finalmente, a década de 30, com 5 filmes. Outra surpresa! Uma das décadas mais ricas e criativas, em todos os géneros, do drama à comédia, até na ficção científica, e como é possível que só tenha trazido 5 filmes, e quase todos do Capra? Tenho de tratar de procurar na memória aqueles filmes magníficos que ainda vi na televisão.

Todos eles obras-primas, mais uma vez. Mr. Smith Goes to Washington, It Happened One Night e Lost Horizon, do Capra. A Floresta Petrificada, outra magnífica parábola. E um palco para um quotidiano urbano em local de trabalho: The Shop Around The Corner.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:25


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D